quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Influências de Jazz


Novamente sem baterista, só me lembrava que tinha mais material para mostrar e que era preciso arranjar alguém urgentemente. Só me ocorria uma pessoa, uma a que não tínhamos dado oportunidade nas audições anteriores mas que já tinha tocado comigo noutras circunstâncias: O Amadis. Embora baterista de Jazz, eu conhecia bem o potencial do rapaz, pois era filho de baterista amigo meu de longa data. Este era o seu filho, a última fornada de uma linha de bateristas!

Não tardei a gravar o instrumental que tinha feito de “Blockage” para um CD. Enquanto o fazia, agarrei-me ao programa rasca em que escrevo bateria e juntando-lhe uma guitarra comecei a gravar o rascunho instrumental da nova música que tanto me infernizava a cabeça. Ao ouvi-la, reparei que me tinha influenciado por algo que não conseguia identificar muito bem… parecia-me Testament ou AC/DC com uma mistura de Machine Head e Nevermore, culminando nuns riffs pesados à moda de Chimaira. Enfim... apesar da confusão soava-me bastante bem e isso bastava!

Já com o CD na mão, telefonei para o Amadis e combinei encontrar-me com ele para lhe mostrar os dois novos temas. Demos por nós, de noite, a caminho da sala de ensaio, prontos para irmos ensaiá-los. Avisei o resto da banda que tal iria acontecer e eles não tardaram a perceber que tínhamos montado aquela música num instante. Mais importante que isso: o Amadis tinha curtido bué a sua experiência cósmica!

Depois de uma breve conversa entre todos, decidimos continuar a trabalhar juntos. Provisoriamente ou não, o facto é que estávamos contentes com o resultado das duas músicas. Mas faltava ainda uma letra. Corri para casa para escrever, durante uma noite e uma manhã, o que viria a ser uma autêntica engraxadela ao ego da banda: “Fire Kiss”

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