quinta-feira, 20 de maio de 2010

Nas lojas a partir de 14 de junho!!!


Este é o último post deste blog, uma vez que foi criado com o intuito de acompanhar todo o processo de composição deste álbum, desde o zero até ao produto final e esse objectivo foi finalmente atingido.

É com enorme prazer que anuncio aqui a edição de "Enemy Of Silence" pela Rastilho Metal Records, braço "armado" da consagrada editora nacional Rastilho, dedicada apenas ao metal, que se estreia com a edição do nosso novo disco! "Enemy Of Silence" estará nas lojas em versão digipack a partir de 14 de Junho de 2010.

É com tanto ou mais prazer que anuncio também a nova empresa e equipa reunida para trabalhar com MINDLOCK: a Algarfest. Com o apoio de profissionais com 25 anos de experiência neste campo, pretendemos elevar o nosso trabalho a um nível profissional superior, desde o escritório até aos palcos.

Levou algum tempo a reestruturar os MINDLOCK após a digressão de "Ego Trip" em 2003/2004, pois ficámos gradualmente sem management, sem baterista e sem trabalho para mostrar. Para quem não sabe, MINDLOCK jogou um álbum inteiro para o lixo com a saída de Flip Kabeçadas (ex-baterista e um dos elementos fundadores do grupo) por motivos de respeito e consideração quanto à sua participação na composição do mesmo.

Nesse período de "pausa" fizeram-se na realidade 2 álbuns, alguns concertos e muitas audições para bateristas! Nunca estivemos realmente parados, embora não tenhamos conseguido muitas vezes transmitir essa imagem cá para fora e a digressão de "Ego Trip" acabou por se prolongar demasiado. Musicalmente evoluímos muito desde então e a presença efectiva de um músico como o Amadis no grupo contribuiu bastante para tal. Enquanto baterista, ele é o motor que precisávamos para meter toda a engrenagem de volta a funcionar.

"Enemy Of Silence" é o resultado do esforço de muitos anos a batalhar para permanecer e provar que mesmo quando caímos podemo-nos levantar com mais força, mais garra e, sobretudo, mais experiência.

Resta-me agradecer a quem seguiu, com mais ou menos atenção, a evolução do grupo através deste blog e relê-lo por inteiro daqui a uns bons tempos!!!

Obrigado a todos e vêmo-nos algures por aí!!! \m/ \m/

Xico
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Sigam-nos em www.mindlockenemytour.blogspot.com

segunda-feira, 29 de março de 2010

Mais rápido, mais pesado, mais barulhento:



Com todas as edições, mistura e masterização prontas, agarrámos num exemplar em formato mp3 e fizemos cópias para mandar para as editoras. Não havia tempo a perder!
Apostámos em duas editoras que consideramos que se adequam ao nosso estilo musical e público alvo. O nosso objectivo é sermos editados por uma das etiquetas em que apostámos e neste momento estamos a aguardar resposta. A edição de autor deste álbum é um último recurso para nós, pois já muito tempo e dinheiro foram empatados e queremos trabalhar com alguém que possa chegar mais longe que nós em termos de distribuição e promoção.

Com as músicas e letras registadas, o próximo passa é arranjar também agênciamento para concertos. Todo este trabalho requer uma grande canalizão de esforços. Muitos telefonemas, reuniões, propostas, cartas de correio, e-mails, etc.

A toda esta azáfama, juntam-se ainda os ensaios e a preparação do novo set para o espetáculo ao vivo. Graças ao Diabo, trabalho não nos falta!

Esta semana decidimos revelar a nossa nova aposta para o myspace. Um novo layout, que antevê duas das dez faixas do o novo álbum e o tema para capa de "Enemy Of Silence". Eventualmente, podem-se deixar opiniões, encomendar merchandise e comentar o novo trabalho. As críticas são mais que bem vindas e esperamos bastante feed-back nesse sentido.

Para acrescentar algo de inédito, decidi revelar aqui a track list de "Enemy Of Silence":

1 - Firekiss
2 - Stubborn By Nature
3 - Blockage
4 - Sing Like You Were Dead (dísponível online)
5 - The Fall Of Conspiracy
6 - Unleashed (New Breed)
7 - Pleasure Meets Flesh
8 - Alcohol Ecstasy
9 - Beneath The Underground (disponível online)
10- I Am War

Até ao álbum sair, apenas dois temas irão estar disponíveis para audição. Foi difícil escolhê-los, pois todos tem particularidades e temas diferentes. "Beneath The Underground" já se encontrava disponível online na sua versão demo, dái decidirmos substituí-la pela gravação em estúdio. "Sing Like You Were Dead" é talvez a música mais completa do álbum, mas está longe de ser a mais violenta, ou melancólica. Como disse, a escolha não foi fácil, e embora o álbum esteja homogeneo em certos aspectos, muitos são os retratos que se pintam, os ritmos que se abordam e as afinações que se usam.

O tema "Blockage" foi escolhido para primeiro single e videoclip do álbum. Em breve iremos dar início às filmagens, dái não querermos partilhar o audio para já.

O resto é surpresa...

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Oh, my liver!



O re-amp de guitarra ficou perfeito! Uma vez que as músicas estão bastante mais rápidas daquilo que era usual, foi necessário alterar ligeiramente o som tradicional da guitarra para obter mais definição naquilo que se faz (ou toca). Um pormenor que fez muita diferença. Neste caso foi retirar um pouco de distorção e de simulação de cabine, efeitos que um pedal de distorção pode reproduzir e que, neste caso, não convém utilizar em excesso.

Uma vez acabadas as guitarras, seguiu-se uma nova mistura e a gravação do que faltava. Entre pandeiretas, timbalões, improvisações com pedais de delay e importações de mp3 rascas de gravações de ensaios, o mais divertido foi mesmo gravar os fígados!

"Pleasure Meets Flesh" tem a particularidade de ter o som de fígados a serem remexidos, durante uma pausa instrumental a meio da música. A ideia era tentar captar o som de entranhas e sangue a escorrer, uma vez que a música fala dos pensamentos mais profundos de um serial killer estripador convecido que está ao serviço de deus.

O resultado foi bastante assustador e de certa forma hilariante, mas valeu a pena. A parte pior foi explicar ao senhor do talho que queria um bocado de figado cortado aos bocados e que não precisava de ser em bife... - Olhe, dê-me aí um figado cortadinho aos bocados e que tenha bom som...- ao que ele responde - Há pessoas que vêm aqui buscar a parte de fora da entremeada para fazer tatuagens... - Enfim, conversa de malucos.

A seguir às gravações finais, restou ouvir tudo e corrigir alguns detalhes de edição. Em casa, cada um fez uma lista de coisas que queria alterar ou corrigir e numa tarde chuvosa reunimo-nos para acabar com o assunto de vez.

Mas como é normal, falta sempre mais alguma coisa. Ao ouvirmos tudo, apercebemo-nos que nos tínhamos esquecido de gravar duas frases. Vozes faladas que deixámos para último quando estávamos a gravar a voz e entretanto as músicas foram para misturar e nunca mais nos lembrámos. Duas frases quase insignificantes mas não o suficiente para deixarmos passar. Uma em "Beneath The Underground" e outra em "Pleasure Meets Flesh". Nem queríamos acreditar. Por 20 segundos de voz não acabámos tudo nessa tarde...

Então, lá vai o Carlinhos na sexa-feira reunir com o Miguel (D'alma Productions) para gravar o que falta. 20 segundos... parece impossível.

De resto, já temos o mp3 do álbum em nossas mãos e estamos bastante satisfeitos com o resultado. Só falta partilhá-lo!

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Mistura tudo e ...bebe?


Há cerca de uma semana atrás reunimo-nos para ouvir as primeiras misturas do álbum. Centrámo-nos especialmente no volume e textura das vozes e no tipo de sonoridade das guitarras e da bateria. Para este álbum não queremos repetir a mesma sonoridade dos discos anteriores, uma vez que já la vão quase 7 anos desde o último registo e as músicas estão sériamente mais rápidas e pesadas. Embora com alguns pontos em comum aos trabalhos anteriores, procuramos uma textura mais sólida e uma produção mais cruel que reflita a evolução do grupo não só a nível de composição mas também a nível de sonoridade.

Arrumámos grande parte das ideias em relação à voz, bateria e baixo, mas o som das guitarras não nos deixou totalmente satisfeitos e teremos que repensá-lo. Está sem dúvida com bastante força e nitidez, mas não soa à guitarra de Mindlock... É algo difícil de explicar por palavras. Uma vez que utilizámos vários equipamentos é uma questão de repensar a mistura das sonoridades obtidas no sentido de tentar dar mais ênfase ao som originalmente captado, ou, se for o caso, voltar a re-amplificar as guitarras com settings diferentes. Há males que vêm por bem.

O alinhamento para o CD está practicamente definido, bem como a capa. Prefiro não avançar muito sobre este último assunto para não estragar o impacto final, mas achamos que reflecte bem a atitude das músicas e o título do álbum. Apenas os nossos amigos mais chegados tiveram a oportunidade de a ver uma versão aproximada da definitiva e a crítica foi bastante boa.

Temos agendadas para esta semana as últimas gravações no que toca à pós-produção das músicas (percussões, finais alongados, introduções...) e vamos também aproveitar para começar a trabalhar no som ideal para as guitarras e nas misturas.

p.s. Aquele senhor não faz parte da banda.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Pormenores que fazem a diferença...


Os dois meses que passaram destinaram-se à gravação das vozes. O Miguel (D'alma Productions) teve a cortesia de nos deixar o material e os projectos preparados para gravarmos por nós próprios, mais uma vez, na nossa sala de ensaio, onde nos sentimos mais confortáveis e não temos problemas com horários.
Tudo correu bastante bem. Gravámos sempre durante a noite entre as 21h e as 23h. Aos fins-de-semana e em algumas quartas-feiras descansámos a voz e a cabeça e assentámos ideias que queríamos por em prática ou experimentar nas sessões seguintes.

Entre horas a fio de berros do Carlinhos, gargalhadas por takes falhados e gritos meus, foi entusiasmante gravar as vozes do Amadis em conjunto com as nossas na parte final de "Stubborn By Nature", tentando criar um ambiente com gritos agonizantes em fade in que acompanham a música até ao final. O resto foi canja.

Durante as gravações surgiu também a ideia de juntar uma letra à música intrumental que tínhamos gravado. Um texto que reflectisse o estado de espírito da banda no período em que não víamos um futuro agradável pela frente dada a consecutiva entrada e saída de membros na banda, a falta de material novo, de novas ideias, de um percurso a seguir e, de certa maneira, a falta de motivação e de apoio que sentíamos. Decidimos incluir tudo isso em "The Fall Of Conspiracy": Um ambiente diferente uma vez que a maior parte da letra é narrada, aproveitando efeitos tais como a distorção e o delay, o que penso que tenha resultado numa faixa mais introspectiva que o álbum tanto pedia.

Sempre imaginámos este álbum com uma sonoridade muito "in your face", sendo que respeitámos esse conceito durante as gravações. Não exagerámos em nada que não possa "lá estar" ao vivo ou que levasse a sonoridade pretendida por outros caminhos. Sempre soubémos o que queríamos e grande parte da produção deste álbum foi pensada e repensada muito antes de partirmos para a sua gravação definitiva. Não nos podemos esquecer que a produção de cada música foi quase simultânea à fase de composição. Foi uma maneira de mantermos as coisas frescas e gravar exactamente aquilo que tinhamos em mente.

Acabadas as vozes, foi a vez do Miguel (Mindlock) e o Miguel (D'alma Productions) levarem tudo dali para fora e se juntarem para trabalhar no processo de re-amping do baixo, de forma a procurarem o melhor som para o mesmo. A guitarra foi igualmente re-amplificada com outros equipamentos de forma a dar mais corpo ao som gravado, tal como já se tinha pensado anteriormente (afinal sempre foi preciso...). O processo de re-amping foi algo que nos poupou tempo e esforço na produção deste álbum e mostrou ser uma boa alternativa a gravar várias vezes com diferentes instrumentos e equipamentos. No mínimo, foi tempo ganho.

Faltam ainda alguns detalhes de produção e pós-produção do álbum. Alguns deles serão gravados já depois de ouvirmos as primeiras misturas: um piano no fim de "Sing Like You Were Dead", o som de vísceras em sangue e a batida de um cutelo em "Pleasure Meets Flesh", uma pequena secção rítmica com instrumentos de percussão em "The Fall Of Conspiracy", etc. Detalhes que prevemos gravar numa tarde bem passada (sobretudo quando estivermos a mexer em vísceras num alguidar para captar o som do sangue por entre a carne...). Tudo promenores para embelezar e de certa forma apimentar o álbum, reforçando também o seu sentido de um todo e não de apenas 10 faixas umas a seguir às outras. Algo inédito na nossa breve história discográfica mas que promete ser extremamente estimulante.

A mistura está agora nas mãos e ouvidos do Miguel (D'alma Productions) e mal podemos esperar para nos juntarmos a ele e darmos esta etapa por completa.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Instrumental pronto, falta berrar!


Com a secção rítmica pronta, e a seguir a consultar o Miguel de D'alma Productions, decidimos partir para a guitarra e deixar o re-amping do baixo para o final. O som ficou bastante aceitavel para continuar a trabalhar e o melhor mesmo era partir para o que interessa e deixar os detalhes para o final.

Sendo assim, montei o "estaminé" em casa do Miguel e, após escolher os micros e fazer uns testes de som, começámos as gravações. O amplificador bem alto na outra sala fazia estremecer a estrutura das portas, sentiam-se os graves por todo o corredor até à sala onde nos encontrávamos, mas nada que interferisse directamente com o som a captar. Apenas a sensação de ter o volume mais alto que o normal (mesmo em palcos grandes) e a certeza de que é assim que se quer, é assim que deve ser. Entre alguns tiros de pressão de ar e muito tabaco, gravámos as guitarras em apenas dois dias, das onze da manhã às sete da tarde e deixámos os solos para a tarde do dia três. Tudo correu conforme o desejado, e diga-se de passagem que o mais chato foi mesmo desmontar tudo e levar novamente para a sala de ensaio. Carregar colunas e amplificadores escada abaixo não é o meu forte, mas faz parte do processo. Ficámos bastante satisfeitos com o resultado geral embora tenha ficado no ar a ideia de dobrar mais que uma vez as guitarras por uma questão estética. É um caso a estudar embora em parte nos pareça ridículo dada a intensidade da coisa...

Segue-se uma semana de ensaios para o Carlinhos treinar a voz, visto que há cerca de dois meses que não ensaiamos em prol das gravações. Em seguida começamos a gravar na nossa própria sala, de noite, após o jantar. É o horário mais adequado uma vez que a malta trabalha de dia. Lá terá o Miguel de montar todo o equipamento necessário novamente noutro lugar. Divertido isto, no mínimo...

O álbum está a ganhar forma, e a ansiedade de o terminar é cada vez maior. Estamos no bom caminho, sente-se isso nos olhares que fazemos cada vez que ouvimos as gravações.

As primeiras gravações de voz vão incidir sobre "Blockage" e "Sing Like You Were Dead" pois são os potenciais temas para videoclip e queremos dar uma mistura que sirva de guia aos produtores antes de acabar o resto do álbum.

Está quase... :)

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Gravar tem mais que se lhe diga... \m/


Pois é... já passaram alguns meses desde o concerto em Portimão e diga-se de passagem que foi... BRUTAL! O pessoal de Guernica Havoc esteve lá ao lado do palco sempre a curtir e a apoiar a malta e o público curtiu especialmente as músicas antigas no fim do show, o que nos fez ficar a pensar que o registo audio das novas músicas é extremamente urgente... Mas estamos a tratar disso.

O Miguel já tinha gravado practicamente todo o baixo para o álbum, mas, ao ouvirmos a gravação em conjunto, achámos que havia partes que podiam ser melhoradas em termos de execução ou mesmo de arranjo e decidimos regravar tudo outra vez. Deu para rir e tudo mas foi a opção que tomámos e fomos em frente com ela.

Como tal, temos estado a gravar o baixo. Decidimos pedir emprestado ao Miguel de D'alma Productions o material necessário para podermos gravar na nossa sala de ensaio. Entre idas a festivais, férias e viagens temos gravado na nossa humilde sala e neste momento estamos a duas músicas do final. Os novos arranjos ficaram muito melhores e estamos contentes com o resultado na secção rítmica em geral.

Esperamos acabar o baixo ainda esta semana e partir para a guitarra assim que terminarmos algumas edições que serão necessárias para ligar bem a bateria com o baixo. Gravámos tudo em DI e falta ainda passar tudo pelo amplificador, a tão aguardada técnica de "re-amping". Nada que não se faça numa tarde...

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Concertos... e mais concertos!


Mais um concerto à porta fez-nos adiar um pouco as gravações. O baixo já foi gravado e o próximo passo é ir ouvir tudo (pois não pude estar presente). É preciso "checkar" tudo antes de partir para a guitarra. Pelo que falei com o Miguel, foi um processo bastante rápido e relativamente fácil e mais uma vez foram captadas imagens para incluir no DVD. A coisa vai-se compondo.

Com o concerto no bar Bafo de Baco à perna, só nos restava elaborar um set e ensaia-lo. Foi o que fizemos. Nos ensaios já notávamos alguma diferença na maneira de tocar as músicas, sobretudo por parte do Amadis. O facto é depois de gravar a bateria muitos pormenores ficaram finalmente consolidados, proporcionando assim melhor precisão técnica.

Ensaios concluídos, seguio-se o concerto. Foi um concerto para amigos (como são quase todos aqui em baixo). Projectámos um video como introdução alusivo ao novo álbum cujo final foi acolhido com palmas. O ambiente foi daqueles que dá para ir bebendo cerveja no intervalo das músicas, enquanto o Carlinhos fala. Para além do habitual mosh nas músicas mais conhecidas, a reacção às músicas novas foi bastante boa e a crítica também. Por fim, vendemos algumas t-shirts, já com o novo design.

Temos a gravação de um ou dois videoclips à perna, resultado do interesse de alguns amigos que trabalham na área e que querem "usar" o grupo para o seu portefólio. Fixe!

De resto, vem aí mais um concerto, desta feita em Portimão. A seguir a este, decidimos parar com os concertos e dedicarmo-nos apenas às gravações. O facto é que os concertos provocam interrupções no processo de gravação e se continuamos assim... nunca mais temos álbum. É por uma boa causa!

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Álbum novo, vida nova!



Acabadas as gravações de bateria, foi tempo de fazer um intervalo de 4 dias antes de passar para o baixo. Era urgente começar a reflectir sobre a imagem da banda e em especial o título para novo álbum. O facto é que enquanto uns gravavam, outros tratavam de encomendar um novo letring, novo merchandise e tema para o design do CD.

Return to Life Design foi a empresa escolhida para desempenhar tal tarefa. Uma ideia excelente, que resultou num trabalho rápido e eficiente. O visual de uma banda é muito importante e há quase 10 anos que MINDLOCK se escrevia da mesma maneira, com as mesmas letras, com mesmo logotipo. O facto é que nunca tivemos a capacidade de tratar da nossa própria imagem para além de algumas ideias que nos iam sendo mostradas por amigos ou levadas a cabo por nós próprios. O resultado foi sempre aquilo que se viu...

Assim, foi-nos apresentado um novo letring e ao olharmos para ele foi como se um peso nos tivesse saído dos ombros. Rapidamente recebemos os desenhos para as novas t-shirts e mais uma vez a opinião foi unânime: Tá altamente! Siga para o design do álbum, mas isso sabemos que vai ser mais trabalhoso.

O facto é que temos 2 concertos para breve, e há que começar já a espalhar a doença chamada merchandise. O novo letring já se faz acompanhar das novas t-sirts e chapéus mindlockers.

Tentar conciliar os ensaios com os concertos e as gravações é uma questão de ginástica em que todos estão dispostos a dar ao litro.

Baptizámos a música instrumental (que afinal deve ser acompanhada de texto/vozes faladas) de Fall of the Conspiracy. O nome explica tudo o que há para saber acerca da música.

O título para o álbum? Enemy of Silence.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Se queres bem feito... faz tu próprio!


Depois de alguns telefonemas, ficámos resumidos a duas hipóteses: ou aguardávamos uns meses para ir para estúdio, uma vez que não havia vaga ou disponibilidade no momento, ou arrancávamos com a gravação do álbum, não nos moldes clássicos, mas de modo a que fosse possível ir adiantando trabalho. Se não podemos ir para estúdio, o estúdio vem a nós! E assim foi.

Felizmente tínhamos o contacto de alguém com experiência e disponibilidade que poderia transportar material para a nossa sala de ensaio e gravar lá a bateria. Era arriscado, mas não era impossível. Após uma breve reunião sobre acústica e novas tecnologias ligadas à música, decidimos montar lá as tralhas (colunas, microfones, tripés, computador, cabos, compressores, pre-amplificadores, equalizadores, e tudo o que acaba em "ores") e meter mãos à obra.

O Amadis e eu tínhamos 15 dias de férias da páscoa e 4 deles já tinham passado. Restavam 10 dias para gravar 10 músicas, contando com um dia para montar todo o hardware, mudar as peles da bateria, afiná-la e ver se tudo funciona. E funcionou.

Passámos 10 dias metidos na sala de ensaio, eu o Amadis e o Miguel de DALMA PRODUCTIONS (o responsável e supervisor das gravações) a tocar, gravar, editar e ouvir os takes de bateria, acompanhados apenas de uma guia de guitarra. Cada dia de trabalho eram no fundo 4 a 5 horas úteis, pois não é fácil tocar bateria (e ainda por cima aquelas músicas) durante tanto tempo seguido.

Para certas partes, foi necessária a ajuda do metrónomo. O Amadis jogava-se à frente apenas com um click nos ouvidos para sacar as batidas com melhor precisão. Incrível! Nem era preciso ouvir a guitarra nem nada! O trabalho de casa estava bem feito.
Dia-após-dia, os objectivos foram-se alcançando e ao fim dos 11 dias as músicas estavam gravadas.

Aproveitámos um dos dias para tirar imagens da gravação da bateria e fazer uma pequena entrevista do que se estava ali a passar. Mais tarde essas imagens (entre outras) irão fazer parte do DVD que acompanhará o álbum.

Com estúdio ou sem estúdio, o facto é que tudo soava bem! A bateria era um caso arrumado. Siga para o Baixo!