
Há cerca de uma semana atrás reunimo-nos para ouvir as primeiras misturas do álbum. Centrámo-nos especialmente no volume e textura das vozes e no tipo de sonoridade das guitarras e da bateria. Para este álbum não queremos repetir a mesma sonoridade dos discos anteriores, uma vez que já la vão quase 7 anos desde o último registo e as músicas estão sériamente mais rápidas e pesadas. Embora com alguns pontos em comum aos trabalhos anteriores, procuramos uma textura mais sólida e uma produção mais cruel que reflita a evolução do grupo não só a nível de composição mas também a nível de sonoridade.
Arrumámos grande parte das ideias em relação à voz, bateria e baixo, mas o som das guitarras não nos deixou totalmente satisfeitos e teremos que repensá-lo. Está sem dúvida com bastante força e nitidez, mas não soa à guitarra de Mindlock... É algo difícil de explicar por palavras. Uma vez que utilizámos vários equipamentos é uma questão de repensar a mistura das sonoridades obtidas no sentido de tentar dar mais ênfase ao som originalmente captado, ou, se for o caso, voltar a re-amplificar as guitarras com settings diferentes. Há males que vêm por bem.
O alinhamento para o CD está practicamente definido, bem como a capa. Prefiro não avançar muito sobre este último assunto para não estragar o impacto final, mas achamos que reflecte bem a atitude das músicas e o título do álbum. Apenas os nossos amigos mais chegados tiveram a oportunidade de a ver uma versão aproximada da definitiva e a crítica foi bastante boa.
Temos agendadas para esta semana as últimas gravações no que toca à pós-produção das músicas (percussões, finais alongados, introduções...) e vamos também aproveitar para começar a trabalhar no som ideal para as guitarras e nas misturas.
p.s. Aquele senhor não faz parte da banda.
